No próximo dia 5 de novembro serão apresentadas e votadas publicamente as 3 propostas candidatas no âmbito do orçamento participativo de 2016.
Serão apresentadas pela ordem a seguir indicada. Deixamos-vos um pequeno resumo de cada proposta para que possam ter ideia do objetivo e do âmbito das propostas.

Proposta 1: “Rede cultural das aldeias de Almalaguês – 12 aldeias, 12 meses, 12 eventos”

Resumo: Quase todas as aldeias, ou aglomerados populacionais da freguesia quiseram em tempos ter o seu “salão”, ou centro recreativo e cultural, onde se juntava o povo, onde se recebiam os amigos das outras aldeias, onde se fazia a festa.
Hoje, a maioria ou está fechada, ou abre apenas raramente, tendo os seus responsáveis muita dificuldade em pagar o IMI, por exemplo.
Apesar de atualmente quase todos poderem deslocar-se à cidade ou a outros centros urbanos, achamos importante não perder este espaço de convívio local, não deixar morrer esta memória dos primeiros tempos de democracia e liberdade, de que estes “salões” são a prova, e aproveitá-los para acrescentar um pouco de cultura à freguesia.
Assim, vimos propor um projeto que ajude nestes objetivos, promovendo um programa cultural global a desenvolver nos 12 Centros Recreativos que identificámos1, numa rodagem mensal, que levasse um evento a cada um, mas a que todos gostassem de ir e participar. Animava-se uma aldeia de cada vez para receber todas as outras.
O programa deverá ser cultural, procurando combinar teatro, música, poesia, definido e contratado para todo o ano, mas cada aldeia poderia introduzir os seus “artistas” na programação e enriquecê-la.
Cada aldeia organizaria também um plano de exploração do evento do ponto de vista económico, com bufete, quermesse, sorteio, de modo a sustentar outras atividades.
Paralelamente, seria construído um registo da memória de cada Centro e da atividade desenvolvida, dando origem a uma exposição e/ou publicação.

Proposta 2: “História e memória da freguesia”

Resumo: Almalaguês, sendo uma freguesia com características muito distintas, em que as tradições ligadas ao mundo rural são ainda vivas e vincadas, ganharia com ações que as valorizassem e divulgassem, tanto de um ponto de vista cultural como económico.
Tendo um povoamento muito disperso, interessaria promover o sentido de unidade e de identidade, através de ações que unissem os fregueses em torno de um interesse comum.
Sendo o princípio de um orçamento participativo o dar oportunidade a todos os cidadãos de serem ativos na gestão coletiva dos assuntos da freguesia, interessará que este primeiro modelo contribua efetivamente para isso, ou seja, que envolva o mais possível as pessoas no desenvolvimento local.
Havendo estudos e documentação sobre a história e património da freguesia, estes são dispersos e pouco divulgados, sendo importante reuni-los e organizá-los, tornando-os acessíveis a quem se interesse.
Como proposta:
– Construção e edição de um trabalho de tipo monográfico, que reúna testemunhos relativos à história, património e etnografia de toda a freguesia;
– Este trabalho poderá assumir várias formas, desde um conjunto de brochuras temáticas em papel, um sítio na internet e uma exposição;
– Na construção do trabalho, serão usados diferentes processos de participação, desde o incentivo às escolas e outras instituições locais, até à recolha direta junto das populações, ou mesmo o lançamento de concursos em temas específicos;
– Os testemunhos tomarão formas variadas, como texto, imagem ou som;
– A verba orçamentada será usada nos recursos materiais e técnicos necessários, bem como nos prémios dos concursos;
– Estes produtos destinam-se à promoção interna e externa da freguesia, devendo contribuir para a organização de um espaço de tipo museológico/etnográfico fixo e visitável, mas também disseminando-se nos pontos de divulgação turística.

Proposta 3: “O nosso património: preservar a tecelagem de Almalaguês”

Resumo: Este projeto pretende contribuir para a preservação e valorização da tecelagem de Almalaguês, sendo esta uma riqueza patrimonial única, reconhecida na freguesia e fora dela, sendo um elemento identitário a não perde e uma fonte de riqueza económica a potenciar.
A Associação “Herança do Passado” tem procurado contribuir para esta preservação, valorizando e divulgando o trabalho. O seu objetivo maior é ser parceiro privilegiado e representativo nas instâncias e eventos culturais e económicos, encarada por todas as artesãs e artesãos numa lógica de cooperação, em que o benefício seja coletivo e o interesse seja público, antes de mais para toda a freguesia de Almalaguês.
Para conseguir esta apropriação coletiva e este sentido identitário, pensamos que é necessário este espírito associativo, uma instituição que represente formalmente e uma autarquia que apoie a acarinhe também este objetivo.
Assim, é neste contexto que a associação “Herança do Passado” vem apresentar uma proposta de investimento do 1º Orçamento Participativo de Almalaguês, organizada em 3 eixos de ação:
a) Qualificação do produto artesanal;
b) Formação;
c) Promoção e divulgação.